Classificação das vias, perfil, estado de conservação e características do pavimento

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Guia de estudo da carta•Preparação para o exame de código

1. Porque esta matéria é importante

A estrada não é um cenário neutro. O tipo de via, o seu perfil, o estado do pavimento, a visibilidade, a existência de acessos, a intensidade do trânsito e as condições de aderência alteram diretamente a forma segura de conduzir.

O programa oficial da prova teórica inclui, neste tema:

  • classificação das vias;
  • perfil da via;
  • estado de conservação;
  • características do pavimento;
  • adaptação da condução às condições da via;
  • condução urbana e não urbana;
  • atravessamento de localidades;
  • condução em túneis;
  • condução em autoestrada;
  • monotonia e chamada “hipnose da velocidade”;
  • entrada e saída de autoestrada;
  • manobras proibidas;
  • intensidade do trânsito.

A ideia central é simples:

a velocidade e a técnica de condução devem adaptar-se à via real que existe à sua frente, e não apenas ao limite máximo indicado num sinal.

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2. Via pública, faixa de rodagem e via de trânsito

Estas expressões não significam a mesma coisa.

Via pública

É a via de comunicação terrestre afeta ao trânsito público.

É o conceito mais amplo.

Faixa de rodagem

É a parte da via pública especialmente destinada ao trânsito de veículos.

Uma via pública pode incluir, por exemplo:

  • faixa de rodagem;
  • bermas;
  • passeios;
  • separadores;
  • ilhéus;
  • outras zonas funcionais.

Via de trânsito

É a zona longitudinal da faixa de rodagem destinada à circulação de uma única fila de veículos.

Por isso:

  • uma faixa de rodagem pode ter uma ou várias vias de trânsito;
  • “via” e “via de trânsito” não são sinónimos perfeitos;
  • no exame, deve distinguir a estrada como conjunto da faixa ou lane onde uma fila circula.

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3. Berma

A berma é a superfície da via pública que:

  • ladeia a faixa de rodagem;
  • não está especialmente destinada ao trânsito normal dos veículos.

Não deve ser tratada como uma via adicional para avançar numa fila ou ultrapassar.

A existência de berma pode, contudo, influenciar:

  • espaço lateral disponível;
  • presença de peões;
  • presença de velocípedes;
  • situações de emergência;
  • visibilidade junto a curvas e obstáculos.

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4. Localidade

Para efeitos do Código da Estrada, uma localidade é uma zona com edificações cujos limites estão assinalados com os sinais regulamentares.

Isto é importante porque não basta pensar:

“Há muitas casas, portanto já estou numa localidade.”

A entrada e saída são juridicamente determinadas pela sinalização correspondente.

Na condução dentro de localidades

Espere maior probabilidade de:

  • peões;
  • crianças;
  • velocípedes;
  • transportes públicos;
  • veículos estacionados;
  • portas a abrir;
  • entradas e saídas de garagens;
  • cruzamentos e entroncamentos;
  • mudanças frequentes de direção;
  • tráfego mais denso.

A condução deve tornar-se mais preventiva e com maior vigilância lateral.

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5. Condução fora das localidades

Fora das localidades podem surgir velocidades mais elevadas, mas isso não significa risco menor.

Pelo contrário, podem existir:

  • curvas com raio reduzido;
  • lombas;
  • descidas acentuadas;
  • cruzamentos pouco visíveis;
  • bermas estreitas;
  • animais;
  • máquinas agrícolas;
  • pavimento irregular;
  • iluminação reduzida;
  • diferenças maiores de velocidade entre veículos.

O maior erro é interpretar “fora da localidade” como autorização para conduzir sempre perto do máximo legal.

A velocidade continua subordinada ao estado da via, à visibilidade, à aderência, ao trânsito e às restantes circunstâncias.

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6. Autoestrada: definição

Uma autoestrada é uma via pública destinada a trânsito rápido que possui, entre outras características legais:

  • separação física das faixas de rodagem;
  • ausência de cruzamentos de nível;
  • ausência de acesso direto a propriedades marginais;
  • acessos condicionados;
  • sinalização própria.

A autoestrada não é simplesmente uma estrada “larga” ou “rápida”.

É uma categoria legal específica.

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7. Via reservada a automóveis e motociclos

Uma via reservada a automóveis e motociclos é uma via pública onde vigoram as normas que disciplinam o trânsito em autoestrada e que está sinalizada como tal.

No exame, não decida apenas pelo aspeto físico da estrada.

A sinalização e a classificação legal determinam o regime aplicável.

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8. Perfil da via: o que deve observar

O perfil da via inclui características geométricas que influenciam a condução.

Perfil longitudinal

Relaciona-se com:

  • subidas;
  • descidas;
  • lombas;
  • mudanças de inclinação.

Perfil horizontal

Relaciona-se com:

  • retas;
  • curvas;
  • sequência de curvas;
  • raio das curvas;
  • visibilidade lateral.

Perfil transversal

Pode incluir:

  • inclinação transversal;
  • configuração da faixa;
  • número de vias de trânsito;
  • bermas;
  • separadores.

O condutor não precisa de calcular engenharia rodoviária. Precisa de perceber como estas características alteram o risco.

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9. Subidas

Numa subida:

  • a velocidade pode diminuir;
  • veículos pesados podem perder mais velocidade;
  • a diferença de velocidade entre veículos pode aumentar;
  • uma lomba ou topo pode limitar a visibilidade;
  • uma ultrapassagem pode tornar-se perigosa se não houver campo de visão suficiente.

Não se aproxime excessivamente de um veículo lento apenas para “ganhar embalo”.

Primeiro preserve a distância e a visibilidade.

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10. Descidas

Numa descida acentuada:

  • a velocidade tende a aumentar;
  • a distância necessária para parar pode aumentar;
  • o uso contínuo e excessivo do travão de serviço pode provocar aquecimento;
  • a aderência torna-se ainda mais importante;
  • curvas podem surgir com maior velocidade de aproximação.

O Código da Estrada exige moderação especial da velocidade em descidas de inclinação acentuada.

Uma boa técnica consiste em controlar a velocidade antes de ela se tornar excessiva.

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11. Curvas e lombas

Curvas e lombas podem reduzir o espaço visível à frente.

Isso afeta diretamente a regra fundamental da velocidade:

deve conseguir parar no espaço livre e visível à sua frente.

Numa curva, o perigo pode estar oculto:

  • veículo parado;
  • fila;
  • peão;
  • velocípede;
  • acidente;
  • animal;
  • carga caída;
  • pavimento contaminado.

A velocidade deve ser reduzida antes da zona de visibilidade limitada, e não apenas depois de descobrir o perigo.

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12. Estado de conservação do pavimento

O estado da via pode alterar drasticamente:

  • aderência;
  • estabilidade;
  • trajetória;
  • distância de travagem;
  • capacidade de manobra.

Exemplos:

  • buracos;
  • fissuras;
  • deformações;
  • irregularidades;
  • tampas desniveladas;
  • gravilha;
  • reparações provisórias;
  • zonas degradadas.

O artigo 25.º do Código da Estrada exige moderação especial da velocidade nos troços em mau estado de conservação.

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13. Pavimento molhado, enlameado ou com pouca aderência

A lei também exige moderação especial quando o pavimento está:

  • molhado;
  • enlameado;
  • com precárias condições de aderência.

O risco não depende apenas da existência de chuva naquele momento.

Uma estrada pode continuar escorregadia depois de a precipitação terminar.

Também pode existir pouca aderência por:

  • óleo;
  • combustível;
  • areia;
  • gravilha;
  • folhas;
  • lama;
  • gelo;
  • resíduos.

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14. Aderência: o princípio essencial

A aderência é a capacidade de os pneus transmitirem forças ao pavimento.

É necessária para:

  • acelerar;
  • travar;
  • mudar de direção;
  • manter estabilidade.

Quando a aderência diminui, a margem disponível para essas ações também diminui.

Isto significa que, em piso escorregadio, não deve exigir simultaneamente ao pneu grandes esforços de:

  • travagem;
  • aceleração;
  • mudança brusca de direção.

A condução deve tornar-se mais suave.

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15. Buracos, gravilha e obstáculos

Perante um troço degradado:

  1. observe cedo;
  2. reduza a velocidade de forma progressiva;
  3. aumente a distância;
  4. evite travagens e desvios violentos;
  5. verifique antes de mudar de trajetória;
  6. mantenha controlo do veículo.

Desviar subitamente de um buraco sem verificar os veículos ao lado pode criar um acidente mais grave que o próprio buraco.

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16. A velocidade legal máxima não é uma velocidade obrigatória

Este é um dos princípios mais importantes do exame.

Um limite máximo significa:

não exceder esse valor quando as restantes condições permitem circular até ele.

Não significa:

conduzir sempre a essa velocidade.

Segundo o artigo 24.º, a velocidade deve ser regulada tendo em conta:

  • outros utilizadores;
  • características e estado da via;
  • veículo;
  • carga;
  • meteorologia;
  • ambiente;
  • intensidade do trânsito;
  • outras circunstâncias relevantes.

E deve permitir executar com segurança as manobras previsíveis e, em especial, parar no espaço livre e visível.

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17. Situações em que a lei exige moderação especial

Entre outras, o artigo 25.º obriga a moderar especialmente a velocidade:

  • junto de passagens para peões e velocípedes;
  • perto de escolas, hospitais e locais similares devidamente sinalizados;
  • nas localidades ou vias marginadas por edificações;
  • em zonas de coexistência;
  • junto de utilizadores vulneráveis;
  • em descidas acentuadas;
  • em curvas;
  • cruzamentos;
  • entroncamentos;
  • rotundas;
  • lombas;
  • locais de visibilidade reduzida;
  • pontes;
  • túneis;
  • passagens de nível;
  • pavimento em mau estado;
  • pavimento molhado ou enlameado;
  • locais com pouca aderência;
  • locais com sinais de perigo;
  • situações de grande intensidade de trânsito.

Portanto, o limite indicado num sinal nunca substitui a obrigação de adaptar a velocidade.

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18. Condução urbana

Em ambiente urbano, a observação deve abranger muito mais do que o veículo imediatamente à frente.

Procure continuamente:

  • peões junto ao passeio;
  • veículos prestes a sair de estacionamento;
  • portas de veículos;
  • bicicletas e trotinetas;
  • autocarros em paragem;
  • motociclos entre filas;
  • sinais parcialmente ocultos;
  • semáforos;
  • vias que convergem;
  • garagens;
  • cargas e obstáculos.

Erro típico

Olhar apenas para o carro da frente.

Isso faz o condutor reagir tarde aos acontecimentos laterais.

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19. Condução não urbana

Em estradas fora de localidades:

  • olhe mais longe;
  • antecipe curvas e lombas;
  • mantenha distância suficiente;
  • observe acessos laterais;
  • considere veículos agrícolas e pesados;
  • tenha atenção a peões ou velocípedes na berma;
  • adapte a velocidade à extensão visível.

Uma reta longa não elimina a possibilidade de:

  • entrada de veículos;
  • animais;
  • obra;
  • acidente;
  • fila parada;
  • mudança súbita de aderência.

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20. Túneis: mudança de ambiente

A entrada num túnel pode provocar:

  • alteração rápida de luminosidade;
  • sensação de redução do espaço;
  • dificuldade temporária de adaptação visual;
  • menor possibilidade de fuga lateral;
  • propagação de fumo em caso de incêndio;
  • aproximação rápida a filas ocultas.

Por isso, o Código da Estrada inclui os túneis entre os locais onde a velocidade deve ser especialmente moderada.

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21. Luzes nos túneis

Durante o dia é obrigatório utilizar luzes de cruzamento (médios) nos túneis devidamente sinalizados como tal.

Não basta confiar em:

  • iluminação do túnel;
  • luzes diurnas;
  • boa visibilidade aparente.

A regra legal é específica: nos túneis sinalizados, durante o dia, devem ser usados médios.

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22. Distância e observação em túneis

Em túnel:

  • evite aproximar-se excessivamente do veículo da frente;
  • observe sinais variáveis;
  • procure antecipar filas;
  • não faça manobras bruscas;
  • mantenha atenção a veículos imobilizados;
  • respeite indicações de vias fechadas e limites temporários.

Uma fila parada no interior pode surgir depois de uma curva ou mudança de luminosidade.

A distância de segurança oferece tempo e espaço para reagir.

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23. Autoestrada: quem não pode circular

Nas autoestradas e respetivos acessos devidamente sinalizados, a lei proíbe o trânsito de diversos utilizadores e veículos, incluindo:

  • peões;
  • animais;
  • veículos de tração animal;
  • velocípedes;
  • ciclomotores;
  • motociclos e triciclos de cilindrada não superior a 50 cm³;
  • quadriciclos;
  • veículos agrícolas;
  • comboios turísticos;
  • veículos ou conjuntos incapazes de atingir, em patamar, velocidade superior a 60 km/h;
  • veículos aos quais tenha sido fixada velocidade máxima igual ou inferior a 60 km/h.

A razão é a incompatibilidade entre determinadas características e um ambiente de trânsito rápido e acessos controlados.

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24. Velocidade mínima na autoestrada

Sem prejuízo da regra geral que proíbe marcha injustificadamente lenta, nas autoestradas os condutores não podem circular a velocidade instantânea inferior a 50 km/h.

Atenção

Isto não significa que deve manter 50 km/h quando:

  • existe congestionamento;
  • há perigo;
  • o trânsito está parado;
  • condições extraordinárias obrigam a reduzir.

A regra deve ser interpretada em conjunto com a realidade do trânsito e com os deveres de segurança.

Também não significa que 50 km/h seja uma velocidade “aconselhada” para circulação normal em autoestrada.

É um limite mínimo legal específico, sem prejuízo das restantes regras.

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25. Entrada na autoestrada

A entrada faz-se apenas pelos acessos destinados a esse fim.

Quando existe via de aceleração, o condutor deve utilizá-la e regular a velocidade para entrar na via adjacente:

  • sem perigo;
  • sem criar embaraço ao trânsito que já circula.

O ponto essencial

A via de aceleração serve para:

  • observar o trânsito;
  • ajustar a velocidade;
  • escolher uma abertura segura;
  • incorporar-se progressivamente.

Entrar muito devagar sem necessidade pode criar uma diferença de velocidade perigosa.

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26. A via de aceleração não dá prioridade automática

Ter chegado ao fim da via de aceleração não significa que os veículos na autoestrada sejam obrigados a desaparecer ou parar para lhe dar espaço.

O condutor que entra deve:

  • observar;
  • sinalizar;
  • ajustar a velocidade;
  • encontrar espaço seguro;
  • evitar obrigar quem já circula a travar ou desviar-se bruscamente.

Outros condutores podem facilitar a entrada quando isso for seguro, mas a execução continua a exigir uma incorporação sem perigo ou embaraço.

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27. Saída da autoestrada

Quem pretende sair deve:

  1. ocupar com antecedência a via de trânsito mais à direita;
  2. sinalizar a intenção;
  3. entrar na via de abrandamento logo que possível, quando ela exista;
  4. reduzir a velocidade já na zona apropriada, de modo compatível com a saída.

Erro típico

Começar a travar fortemente ainda na corrente principal e só depois entrar na via de abrandamento.

A via de abrandamento existe precisamente para permitir reduzir velocidade fora da corrente principal.

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28. Manobras proibidas na autoestrada

Nas autoestradas e respetivos acessos devidamente sinalizados é proibido:

  • parar ou estacionar, salvo nos locais especialmente destinados;
  • inverter o sentido de marcha;
  • fazer marcha atrás;
  • transpor separadores de trânsito ou as respetivas aberturas;
  • circular sem utilizar as luzes regulamentares nos termos exigidos.

Estas regras são essenciais porque os outros condutores não esperam encontrar movimentos contrários à lógica do fluxo rápido.

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29. Perdeu a saída: o que fazer

Se passar a saída pretendida:

  • continue em frente;
  • utilize a próxima saída adequada;
  • reorganize o percurso.

Nunca:

  • faça marcha atrás;
  • pare na faixa;
  • inverta o sentido;
  • atravesse separadores.

Errar o percurso é um problema de navegação.

Transformá-lo numa manobra proibida cria um problema de segurança.

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30. Paragem e estacionamento na autoestrada

A regra geral é clara:

não se pode parar ou estacionar na autoestrada, mesmo fora das faixas de rodagem, salvo nos locais especialmente destinados a esse fim.

Uma imobilização por avaria ou emergência é uma situação diferente de uma paragem voluntária.

Numa emergência, devem aplicar-se os procedimentos de segurança adequados, sinalização e remoção do perigo, que são tratados noutros temas do curso.

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31. Monotonia na autoestrada

A autoestrada pode parecer simples porque:

  • há menos cruzamentos;
  • os sentidos estão separados;
  • as curvas são geralmente mais suaves;
  • o trânsito segue de forma mais uniforme.

Mas esta regularidade pode provocar redução de atenção.

A monotonia favorece:

  • automatização excessiva;
  • menor varrimento visual;
  • distração;
  • fadiga;
  • reação tardia.

Por isso:

  • mantenha observação ativa;
  • verifique espelhos regularmente;
  • procure alterações à distância;
  • faça pausas quando necessário;
  • evite fixar o olhar num único ponto.

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32. “Hipnose da velocidade”: o que significa no ensino rodoviário

O programa oficial utiliza a expressão hipnose da velocidade.

Não significa hipnose clínica.

Refere-se à adaptação perceptiva que pode ocorrer após conduzir durante algum tempo a velocidade elevada e relativamente constante.

Depois dessa adaptação:

  • uma velocidade ainda elevada pode parecer mais baixa;
  • a redução de velocidade pode ser subestimada;
  • a aproximação a uma saída, curva ou zona urbana pode ser mal avaliada.

Exemplo

Depois de muito tempo numa autoestrada, entrar numa estrada a 80 km/h pode “parecer lento”.

Mas continua a ser 80 km/h.

O velocímetro e a leitura objetiva da situação devem prevalecer sobre a sensação subjetiva.

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33. Como combater a adaptação à velocidade

Ao aproximar-se de:

  • portagens;
  • saídas;
  • zonas de obras;
  • curvas mais fechadas;
  • localidades;
  • trânsito denso;

faça uma redução consciente e progressiva da velocidade.

Confirme no velocímetro.

Não confie apenas na sensação de velocidade.

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34. Intensidade do trânsito

A intensidade do trânsito altera o risco.

Com trânsito intenso:

  • existem menos espaços livres;
  • aumentam travagens e mudanças de via;
  • pequenas diferenças de velocidade criam ondas de congestionamento;
  • a visibilidade à frente pode ficar bloqueada;
  • aumenta o risco de colisão em cadeia.

O artigo 25.º exige moderação especial da velocidade quando há grande intensidade de trânsito.

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35. Trânsito intenso: comportamento correto

Quando a circulação se torna densa:

  • aumente atenção;
  • preserve distância;
  • evite mudanças de via desnecessárias;
  • não acelere apenas para fechar espaços;
  • observe vários veículos à frente;
  • prepare-se para travagens progressivas;
  • facilite a fluidez sem criar competição.

Mudar continuamente de via raramente produz grande vantagem e aumenta pontos de conflito.

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36. Fila a abrandar à frente

Se detetar uma fila a reduzir velocidade:

  1. retire progressivamente o acelerador;
  2. verifique os espelhos;
  3. preserve espaço;
  4. freie de forma progressiva quando possível;
  5. evite chegar rapidamente ao último veículo;
  6. mantenha uma margem que lhe permita controlar a aproximação.

A condução segura procura transformar uma surpresa numa situação previsível.

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37. Obras e alterações temporárias da via

Uma estrada conhecida pode mudar temporariamente por:

  • obras;
  • desvios;
  • vias estreitadas;
  • pavimento fresado;
  • marcações provisórias;
  • trabalhadores;
  • máquinas;
  • limites temporários.

O hábito de percorrer a mesma estrada não substitui a leitura da sinalização presente.

A condução deve adaptar-se à configuração atual, não à configuração que o condutor recorda.

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38. Pavimento e distância de segurança

Quando a aderência diminui, a distância de segurança deve aumentar.

Isto acontece porque:

  • pode aumentar a distância de travagem;
  • a estabilidade pode diminuir;
  • manobras bruscas tornam-se mais arriscadas;
  • o veículo da frente também pode perder controlo.

Não existe uma distância universal, em metros, adequada a todas as situações.

A distância deve ser suficiente para evitar colisão se o veículo precedente reduzir subitamente a velocidade ou parar.

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39. A estrada condiciona a trajetória

Um bom condutor lê a via antes de chegar ao perigo.

Procure:

  • brilho que indique água;
  • zonas mais escuras ou contaminadas;
  • gravilha junto à berma;
  • veículos que desviam da mesma zona;
  • placas de perigo;
  • marcas de obras;
  • irregularidades;
  • sombra persistente em zonas frias;
  • objetos caídos.

Quanto mais cedo identificar uma alteração, mais suave pode ser a resposta.

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40. Escolha de velocidade numa curva

A sequência correta é:

  1. observar a curva e a visibilidade;
  2. reduzir antes da entrada se necessário;
  3. entrar com velocidade controlada;
  4. manter trajetória estável;
  5. acelerar progressivamente quando a saída estiver clara e segura.

Travagens fortes ou mudanças bruscas dentro da curva consomem margem de aderência e podem desestabilizar o veículo.

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41. Condução em estradas estreitas

Em vias estreitas:

  • reduza a velocidade;
  • aumente vigilância lateral;
  • esteja preparado para cruzamentos difíceis;
  • observe bermas;
  • procure zonas onde dois veículos possam passar;
  • evite presumir que o outro veículo vai ceder espaço.

A largura da via é uma característica relevante para a escolha da velocidade e para a segurança das manobras.

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42. Visibilidade e perfil da via

A visibilidade pode ser limitada por:

  • curva;
  • lomba;
  • vegetação;
  • edifícios;
  • veículo pesado;
  • nevoeiro;
  • chuva;
  • túnel;
  • relevo;
  • obras.

Sempre que não consegue ver suficientemente longe, deve reduzir a velocidade para que a distância de paragem continue dentro do espaço livre e visível.

Não conduza “para dentro do desconhecido” a uma velocidade que não permita parar.

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43. Autoestrada: olhar longe

Em autoestrada, a velocidade faz com que os acontecimentos se aproximem rapidamente.

Não fixe o olhar apenas no veículo imediatamente à frente.

Observe:

  • vários veículos adiante;
  • luzes de travagem;
  • painéis de mensagem;
  • acessos;
  • veículos que entram;
  • obstáculos;
  • sinais de obras;
  • alterações de velocidade do fluxo.

Quanto mais cedo perceber uma mudança, menor será a necessidade de uma reação brusca.

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44. Faixa da direita e organização do trânsito

A condução deve respeitar as regras gerais de posição e utilização das vias de trânsito.

Em autoestrada, a existência de várias vias não transforma todas em vias para circular aleatoriamente.

A escolha da via deve seguir as regras do Código, as condições de trânsito e as manobras previstas.

A ultrapassagem e a mudança de via devem ser preparadas, sinalizadas e realizadas sem perigo.

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45. Via de abrandamento e via de aceleração: não confundir

Via de aceleração

Serve para entrar numa corrente de trânsito e adquirir velocidade conveniente para a incorporação.

Via de abrandamento

Serve para sair de uma corrente de trânsito e reduzir a velocidade já fora do fluxo principal.

Esta diferença é frequentemente explorada em perguntas de exame.

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46. Erros clássicos de exame

Erro 1 — “O limite máximo é a velocidade que devo manter”

Errado.

É um teto legal, não uma obrigação. A velocidade deve ser inferior quando as condições o exigem.

Erro 2 — “Se a autoestrada tem pouco trânsito, posso parar na berma para consultar o telemóvel”

Errado.

A paragem ou estacionamento voluntário não é permitido fora dos locais especialmente destinados.

Erro 3 — “Se falhei a saída, posso recuar alguns metros”

Errado.

A marcha atrás é proibida na autoestrada.

Erro 4 — “A via de aceleração dá prioridade a quem entra”

Errado.

Serve para ajustar velocidade e incorporar-se sem perigo ou embaraço.

Erro 5 — “Na via de abrandamento devo entrar depois de já reduzir muito na faixa principal”

Errado.

Quando existe via de abrandamento, deve entrar nela logo que possível e utilizar essa zona para a redução compatível com a saída.

Erro 6 — “De dia, num túnel iluminado, não preciso de médios”

Errado.

Nos túneis sinalizados como tal, os médios são obrigatórios também durante o dia.

Erro 7 — “50 km/h é apenas uma recomendação na autoestrada”

Errado.

O Código estabelece, sem prejuízo das restantes regras, que não se pode circular em autoestrada a velocidade instantânea inferior a 50 km/h.

Erro 8 — “Se o pavimento está molhado mas o limite é 90, posso manter 90”

Errado.

Se a aderência ou as condições exigirem, deve reduzir.

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47. Método de decisão para qualquer tipo de via

Use esta sequência mental:

1. Identifique a via

É localidade, estrada fora de localidade, túnel, autoestrada ou via reservada?

2. Leia o perfil

Há curva, lomba, descida, subida ou estreitamento?

3. Leia o pavimento

Está seco, molhado, degradado, com gravilha, lama ou contaminação?

4. Leia a visibilidade

Quanto espaço realmente consegue observar?

5. Leia o trânsito

Está fluido, intenso, parado, com diferenças grandes de velocidade?

6. Ajuste antes do problema

Velocidade, distância, posição e observação devem ser modificadas antes de chegar ao ponto crítico.

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48. Resumo para memorizar

  • Via pública é o conceito geral; faixa de rodagem é a parte destinada ao trânsito de veículos; via de trânsito é a zona longitudinal para uma fila de veículos.
  • A berma não é uma via normal adicional de circulação.
  • Localidade depende dos limites assinalados por sinais regulamentares.
  • Uma autoestrada possui características legais próprias: trânsito rápido, separação física, sem cruzamentos de nível, acessos condicionados e sinalização própria.
  • A velocidade deve permitir parar no espaço livre e visível.
  • O estado e as características da via podem obrigar a circular muito abaixo do limite máximo.
  • Deve moderar especialmente a velocidade em curvas, lombas, descidas, túneis, pavimento degradado, molhado, enlameado, com pouca aderência e em trânsito intenso.
  • Em túneis sinalizados, use médios também durante o dia.
  • Na autoestrada, a velocidade instantânea não pode ser inferior a 50 km/h, sem prejuízo das condições reais de segurança e trânsito.
  • A via de aceleração serve para adquirir velocidade adequada e entrar sem perigo ou embaraço.
  • A via de abrandamento serve para sair e reduzir velocidade fora da corrente principal.
  • Na autoestrada são proibidos, entre outros, marcha atrás, inversão de marcha e paragem/estacionamento fora dos locais destinados.
  • Se falhar uma saída, continue até à próxima saída adequada.
  • A monotonia pode reduzir a atenção.
  • A “hipnose da velocidade” é uma adaptação perceptiva: depois de velocidade elevada constante, velocidades ainda altas podem parecer baixas.
  • Com trânsito intenso, aumente atenção e margem; não transforme a circulação numa competição por espaços.
  • A regra mais importante é: adapte-se à estrada que existe agora, não à velocidade que gostaria de manter.
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